Rio de Janeiro / RJ - quinta-feira, 17 de abril de 2014

Dor mamária (mastalgia)

Tenho sentido dor nas mamas – o que isto significa?

 

Este sintoma normalmente não se associa com a presença de doenças mais graves nas mamas, porém é recomendada uma avaliação por seu médico que poderá orientar sobre a necessidade de investigação ou tratamento do quadro. Podemos observar 3 tipos de dor mamaria.

  • Cíclica: apresenta relação com os ciclos menstruais com tendência a surgir ou piorar nos dias que antecedem a menstruação e apresentar melhora após o fluxo menstrual. Normalmente há sensação de peso e inchação nas mamas.
  • Não cíclica: não segue o padrão cíclico dos períodos menstruais podendo ocorrer em qualquer época, acometendo mais uma das mamas ou uma região específica da mama.
  • Extra mamária: é a dor percebida na mama, porém com origem em outro local ou estrutura do corpo.

 

Qual é a causa da dor mamária?

 

São variadas. Na dor cíclica o problema está numa resposta alterada do tecido glandular mamário ao estímulo normal dos hormônios femininos produzidos nos ovários. Não se observa alteração nas taxas de hormônios dosados nos exames de sangue. Sabe-se que situações de estresse emocional podem desencadear ou agravar o sintoma. O excesso de gorduras saturadas na alimentação podem tornar o tecido mamário mais sensível. Na dor não cíclica, a ocorrência de cistos grandes (nódulo de conteúdo líquido), dilatação de ductos principais e adenose, que são alterações benignas, podem ser causa do sintoma. A dor extra mamária, pode ocorrer por problemas em outras estruturas como processos inflamatórios em nervos, ossos, cartilagens ou doenças na coluna vertebral. Não se pode esquecer dos problemas cardíacos e caso a história clínica aponte para este tipo de doença, o sintoma deve ser investigado pelo especialista. Em resumo, a história clínica da paciente dará pistas importantes sobre a causa do sintoma.

 

O que devo fazer quando tenho dor mamária?

 

Em primeiro lugar, a paciente deve ser tranquilizada, pois na imensa maioria dos casos, trata-se de um quadro de caráter benigno. Aconselha-se que a paciente faça uma consulta com seu médico, já que esta pode ser uma oportunidade para a avaliação completa das mamas. Durante esta avaliação pode-se definir se há necessidade de realização de algum exame ou tratamento. Importante frisar que em aproximadamente 80% dos casos o sintoma se resolve após uma adequada avaliação das mamas e explicação clara a respeito do sintoma e de suas causas. Como exceção, nas pacientes que apresentam dor mais intensa que chega a comprometer sua rotina, existem medicamentos eficazes para o tratamento. Deve-se deixar claro que este tratamento só deve ser realizado após exame adequado das mamas e definição do diagnóstico.